Antes eu achava que gostava de um tipo de pessoa: aquele que eu gostava. E, de certa forma, me fazia sentido.
Se eu gostava, tinha porque. Pensei nas pessoas que eu gostava, me sentia atraída por ou gostava de estar presente junto.
Descobri que a minha primeira impressão sempre está errada; a pessoa que eu não gosto acaba por virar muito próxima. Descobri que quanto mais extrovertida, mais eu me aproximo. Quanto mais fechada, mais eu quero abrir. Quanto mais chata, mais chata eu quero ser junto.
Aquelas mega populares, que todos amam, eu me distancio. Aquelas que se aproximam sem conteúdo, também. Aquelas que não gostam de mim, eu finjo que não ligo até saber o porque.
Me atraio por aquelas que possuem conhecimento que eu não tenho, especialmente aquele que eu quero ter. Me aproximo daquelas que me parecem o oposto e posso garantir, são meus melhores amigos hoje.
Eu não sei que pessoa que eu atraio, ou quem se aproxima de mim, mas sei que, aquela máxima de que os amigos escolhem você pode estar meio equívoca; eu deixo ficar.
E ao ver quem está próximo, vejo uma variedade de pessoas tão estranhas e tão cheias de conhecimentos que eu não possuo, que sempre que me deparo com qualquer uma delas, somente quero aproveitar. E dar um pouco de mim.
Aí chego a conclusão de que gosto de pessoas extremamente extrovertidas, problemáticas, cultas, com problema de ego, carentes, bem resolvidas, perdidas e tresloucadas.
E, querendo ou não, me vejo um pouco em cada uma delas.
Mostrando postagens com marcador Das nóias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Das nóias. Mostrar todas as postagens
sábado, 25 de outubro de 2008
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Das segundas vezes
A questão é:
A segurança vem quando?
Na primeira faculdade eu não tinha certeza de nada ao mesmo tempo que havia saído do ensino médio cheia de segurança. Porque ser adolescente é ser formado em aparentar segurança, uma forma de barreira do mundo exterior, mesmo que por dentro se esteja quebrado.
A faculdade passou, segmentada em cinco anos de aulas mal aproveitadas, textos mal lidos e uma formação que poderia ter sido melhor embora eu saiba que, de alguma forma, absorvi algum conteúdo.
O primeiro emprego veio completamente não relacionado com a faculdade, junto com medo e empolgação de início e as eventuais depressões com o estado de vida em que me encontrava.
A segunda faculdade surgiu dessas depressões e me completou por dois anos e, desta vez, eu aproveitei tudo o que deveria, criticando mais o curso, as matérias e tudo relacionado porque já havia feito a primeira faculdade. A segurança estava lá, de certa forma, mas o contentamento não.
O segundo emprego veio, desta vez relacionado com a faculdade, mas a segurança não seguiu junto de mãos dadas.
Virá ela no segundo emprego da mesma área?
Penso nessa linha de tempo e me questiono se a tal segurança vem do tempo, da vontade, da relação com os colegas de trabalho ou simplesmente do conhecimento do que se está fazendo.
Eu não me sinto segura nem com certos amigos, quem dirá com desconhecidos. Eu mal me sinto segura fazendo o que sempre fiz, quem dirá coisas novas.
Acho que o lado que equilibra é a vontade de aprender. E só ela.
E creio que a atriz adolescente que mostrava segurança ainda existe, e cada dia melhor, pois convive num mundo cheio de outros atores que não inspiram confiança alguma, mas são o retrato dela.
A segurança vem quando?
Na primeira faculdade eu não tinha certeza de nada ao mesmo tempo que havia saído do ensino médio cheia de segurança. Porque ser adolescente é ser formado em aparentar segurança, uma forma de barreira do mundo exterior, mesmo que por dentro se esteja quebrado.
A faculdade passou, segmentada em cinco anos de aulas mal aproveitadas, textos mal lidos e uma formação que poderia ter sido melhor embora eu saiba que, de alguma forma, absorvi algum conteúdo.
O primeiro emprego veio completamente não relacionado com a faculdade, junto com medo e empolgação de início e as eventuais depressões com o estado de vida em que me encontrava.
A segunda faculdade surgiu dessas depressões e me completou por dois anos e, desta vez, eu aproveitei tudo o que deveria, criticando mais o curso, as matérias e tudo relacionado porque já havia feito a primeira faculdade. A segurança estava lá, de certa forma, mas o contentamento não.
O segundo emprego veio, desta vez relacionado com a faculdade, mas a segurança não seguiu junto de mãos dadas.
Virá ela no segundo emprego da mesma área?
Penso nessa linha de tempo e me questiono se a tal segurança vem do tempo, da vontade, da relação com os colegas de trabalho ou simplesmente do conhecimento do que se está fazendo.
Eu não me sinto segura nem com certos amigos, quem dirá com desconhecidos. Eu mal me sinto segura fazendo o que sempre fiz, quem dirá coisas novas.
Acho que o lado que equilibra é a vontade de aprender. E só ela.
E creio que a atriz adolescente que mostrava segurança ainda existe, e cada dia melhor, pois convive num mundo cheio de outros atores que não inspiram confiança alguma, mas são o retrato dela.
Assinar:
Postagens (Atom)